quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pantônica

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Tão segura e tão insegura de sí
Que suas raízes parecem ser finas
Como um fio de cabelo
Não, hoje não é tristeza
É um entrehumor
Que vive dentro dela
Entre as cores e a inexistência delas
Suave como tons pastéis
Mas opaco o bastante pra causar incômodo
É a simples ânsia
De querer brilhar mais para sí mesma
O mais vibrantemente possível

sexta-feira, 18 de março de 2011

Devaneio

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Até quando o correto é fazer planos?

O que são planos?

Onde você ou eu queremos chegar com os planos?

Porque?

Onde?

Como?

Quando?

Que horas são?

Perdida no tempo, no espaço e na dimensão

Sou toda incerteza

E odeio me "incerter"

Me comparo

E odeio me comparar

Vou vagando no limbo

Com um imenso e odioso vazio

Onde NINGUÉM acha ou compreende

Onde se quer ser compreendida

Onde o “um ombro” saiu flutuando e não mais voltou

Apenas riu e divagou!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

What Do You Want? What Do You Need?

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Deixe que corra
Corra sem rumo e sem limites
Nesse campo aberto, cheio de flores deitadas
Que anseiam pela sua corrida
Sinta
Corra
Flua
E só pare quando não tiver mais forças
Porque onde acabar não basta!
Você precisa de um lugar seguro
Onde as mentiras sejam distantes
E o acolhimento real
Você quer a liberdade do sorriso sincero
E a emoção do beijo roubado
Você deseja voar dentre as montanhas mais altas e distantes
E tracejar um mapa mágico e ainda inexistente
Você suspira por uma humanidade não vigente
E por uma saudade inocente
E porque não inconseqüente?
Você quer adrenalina e furor
Emoções sem rancor
E a simplicidade de um começo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pedaços de Quê?

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E de repente parece que uma parte de mim se perdeu na estrada
uma parte mais EU do que eu
e por mais que eu tente me achar não me encontro
porque resolvi me esconder sabe-se lá aonde...
Parte de mim berra por MIM, mas só encontra eu,
enquanto EU foge constantemente da minha sombra procurante e errante!
E quando tento ME achar me esqueço de MIM por causa do meu eu
Mas eu preciso me encontrar, mesmo que no meio de tanta peça não-encaixável...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Síndrome de Peter Pan

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Às vezes sinto falta do meu eu
Deseuzado
Me parecia mais feliz e despreocupado
Menos doentio
Inocente
Univalente
Onde me preocupava em trocar os xzes pelos
Zeros e outros
Crescer dói
Trocar os outros por zeros também
E a polivalência sufoca
Mas pelo menos ainda não me esqueci das cores
Muito embora pareça
Que elas se escondem
Do meu
Eu
E
o
m
eu
......

se esconde
delas

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Patchmindword

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Quando o ar parece

Faltar

Quando a chuva não quer

Cessar

Quando o chão insiste em

Flutuar

Eu não posso mais voar

Nem sequer respirar

E quem dirá de me achar?

Quem entende?

Quem vive?

Quem sente?

Onde econtro a minha

mente?

Divago

Vago

Suspiro

Transpiro

Navego

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Do Algodão

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"A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mais as vezes não é doce não" (O Teatro Mágico)


Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos
Às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração...

A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...

Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...

Um dia me disseram
Quem eram os donos
Da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem
Essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro, ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum...

A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...

Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...

Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem...

Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...