Gosto do que não é raso
Gosto do que me faz explorar zonas abissais
O simples nunca me atraiu
O “normal” é muito sem graça
Gosto do sal do mar
Do gelado da cachoeira
De não dar pé
Todas as minhas escolhas se baseiam no que é mais difícil
Nem sempre conscientemente,
Mas gosto de desafios
Gosto de nadar sem chão e chegar no outro lado do rio
Com meus próprios pés
Gosto de pisar onde não vejo
Onde não sei
Pois assim saberei
E vou desbravando os mares mais profundos
De dentro da minha barca
Vôo quando quero
Pouso quando preciso
Coloco o pé no chão?
Só por um breve momento
Porque a segurança nunca me é totalmente segura
Pois SEGURA
E só quero voar
Nadar
E imergir no que me tromba
Ou no que EU trombo
Pouco importa
Contanto que não dê pé
Exploda
Morra
Viva
Reviva
Sinta
Pulse
E morra de novo
Porque toda morte é um começo
E todo começo também uma morte
Sorte!

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