Era um salão imenso com um pé direito que fazia jus a sua imensidão.
As
cores eram frias e um tanto sem vida.
Haviam muitas pessoas, mas ela não conseguia
ver nada senão a sí mesma e um homem que ria como um psicopata maluco.
O rosto
do homem parecia derreter a cada tom que sua risada aumentava, e assim ia e vinha
derretendo e desderretendo.
De repente o riso do louco de fez tão alto que ela explodiu em pedaços
de sí mesma, aquela risada era muito perturbadora, mas apesar de tudo ela ficou
feliz em ser despedaçada mais uma vez, e o pedaço do seu rosto sorria
docemente.
Ela se descobria de novo a cada vez que explodia e isso era um tanto
mágico dentro do seu mundo.
Enquanto suas peças estavam espalhadas no chão um homem vinha na sua
direção e ela continuava a sorrir porque gostava de se desconstruir de tempos em tempos para que um
artista a montasse ainda mais bela.
áudio: http://vocaroo.com/i/s1jKb9Af7cSB
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